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      TEMPOS MODERNOS

 

 

 

 

 

 

 

 

  O GRANDE DITADOR

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           

 

               

 

 

 

 

 

                    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                             1889- 1977

  

 

 

 

      Entre os clássicos em longa-metragem que fez na United Artists figuram:

    

 The Gold Rush (1925; Em busca do ouro) é a  obra prima preferida do próprio Chaplin. Nesta, o mestre da pantomima, interpreta um vagabundo que vai tentar a sorte em Klondike, no Alaska, em plena "febre do ouro". Trazendo a memorável e mais famosa seqüência de seus filmes a "dança dos pãezinhos" e a cômica cena onde cozinha e come sua botina. Apesar do custo faraônico de seis milhões e meio de dólares, para os padrões da época, este foi o filme que mais lhe deu lucro e popularidade

 

 

Em um dos livros de da série Caio Zip, "Depressão de 29", há uma cena onde Chaplin rememora essa "dança dos pãezinhos" quando janta no Cotton Club animado pelo contagiante jazz de Duke Ellington.

Esse livro narra a crise de 1929 com seus problemas... E durante a aventura você ainda ainda aprende sobre números negativos (dívidas) e juros.

 

No livro "Caio Zip em: Einstein, Picasso, Agatha e Chaplin", você vai ver esse grande comediante na época de 1905, com 16 anos, ajudando Caio e Agatha a resolver um crime. No livro também se vê o nascimento da Teoria da Relatividade e do Cubismo. Diferente, não?  

                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja um TRECHO DO LIVRO 

CAIO ZIP EM:

EINSTEIN PICASSO, AGATHA E CHAPLIN

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  Sir Charles "Charlie" Spencer Chaplin ou Carlitos nasceu no dia 16 de abril de 1889 às 20 horas, em um subúrbio de Londres. 

Filho de um cantor barítono (Charles Chaplin) e da atriz Lily Harvey (nome: Hannah Harriet Hill) ambos artistas do music-hall.
 

  Sydney, meio-irmão de Chaplin,  era filho do primeiro casamento de Hannah com um homem de quem até hoje não se tem informação precisa. A mãe se tornou cantora do music-hall e daí conheceu o pai de Chaplin. Eles se casaram e o marido adotou Syd dando-lhe o nome de Sydney John Chaplin. 

 

Os pais separaram-se quando Chaplin ainda era criança. Seu pai o abandonou deixando-o aos cuidados de sua mãe depois que tomou conhecimento de um caso da esposa com outro cantor do music-hall,  Leo Dryden. Esta relação gerou o segundo meio-irmão de Chaplin, Wheeler Dryden, 1892, que foi morar com o pai na Índia e só tomou conhecimento do parentesco com Chaplin apenas quando o grande comediante se tornou famoso.

Somente na década de 20 que Wheeler finalmente se juntou aos irmãos e a mãe. Em 28 chegou a dirigir Sydney no filme A Little Bit of Fluff rodado na Inglaterra.


 

 

 

Um grave problema de laringe acabou definitivamente com a carreira da mãe cantora e a primeira crise ocorreu quando ela representava "A Cantina" no teatro Aldershot, local frequentado principalmente por arruaceiros e  soldados, o pior lugar para um artista representar.  Lily levou golpes de objetos atirados a ela sem piedade e foi forçada a sair de cena. Nos bastidores ficou a chorar e a discutir com o empresário. Enquanto isso, Chaplin sozinho foi ao palco e começou a cantar uma cantiga muito conhecida da época (Jack Jones).  

 

Com apenas cinco anos atraiu a sorte de moedas que aquela difícil e implacável platéia vibrante jogava ao palco para o talentoso artista que ali nascia. 

 

  Hannah ficou desempregada e com isso foi morar com os dois filhos em um asilo para pobres de Lambeth, passando a trabalhar como enfermeira e cosendo em casa (em uma máquina de aluguel).


Mais tarde, foram morar nas escolas de Hanwell para crianças órfãs e indigentes, período em que começaram a surgir os primeiros sintomas de insanidade mental em Hannah (medicada através da Assistência Municipal).    

1896 -
Hannah Chaplin é hospitalizada para tratar de uma depressão nervosa em um manicômio onde dormiam seus filhos em um cômodo à parte. 

 Neste  tempo, Sydney conseguiu um emprego como mensageiro em um telégrafo e o garoto Chaplin passou por diversas ocupações: entregador de mercearia, recepcionista de consultório médico, garoto de recados, entregador de papelaria, soprador de vidros (esta ocupação só durou um dia, pois fez tanto esforço que caiu desmaiado), tipógrafo, vendedor de trapos.


 Tempos depois, ficou vivendo sozinho em orfanatos, pois seu meio-irmão  tornou-se marinheiro e Hannah ainda continuava internada em manicômios. 

 

 

Foi neste ambiente de miséria e sofrimento que  Chaplin  encontrou todos os elementos, toda sua força e talento, que utilizaria em roteiros dos filmes que dirigiu e interpretou mais tarde. 

 

 

Graças a seu pai, comemorou o seu oitavo aniversário contratado por uma companhia de bailarinos chamada Eight Lancashire Lads. 

 

Em 1901, pouco depois a morte do seu pai, por problemas de alcoolismo,  assinou seu primeiro contrato estável como ator, interpretando o mensageiro Billy em uma versão de Sherlock Holmes. Com esse trabalho, sua situação financeira melhorou. 

 

Conseguiu um emprego no Circo Casey, onde pôde desenvolver as suas habilidades cômicas. Já na primeira apresentação, arrancou as primeiras gargalhadas de um grande público pela maneira afoita com a qual recolhia as moedas atiradas à arena.

 

O adolescente Chaplin conseguiu entrar na companhia do acrobata Fred Karno, apresentado por Sydney que na época trabalhava na companhia. Syd sempre acreditou no talento do irmão. Karno fazia sucesso com espetáculos de mímica. Sem dúvida, esse era o forte de Chaplin que rapidamente, superou o artista Harry Weldon com quem dividia o número.

Em 1909, teve a sua primeira temporada em Paris.

 

   Durante uma  turnê pelo norte da Inglaterra,  Chaplin foi para Toronto e Nova Iorque e de lá prosseguiu para o oeste. A Broadway não assimilou o humor inglês, mas o talento de Chaplin chamou a atenção de alguns jornais e de um espectador, que nessa época trabalhava para o cinema; era Mack Sennett, que seria, mais adiante, seu novo chefe.

 

Enquanto estava na Filadélfia, em 1913, Chaplin recebeu um telegrama pedindo-lhe que fosse até um escritório no centro da Broadway. Ali funcionava a sede da Keystone Comedy Film Company, onde lhe ofereceram um salário de 150 dólares para que fizesse três filmes por semana.

 

    O seu primeiro filme, estreado em fevereiro de 1914, mostrava as aventuras de um personagem cômico na redação de um jornal. Em seu segundo filme, Corrida de automóveis para meninos (1914), criou um personagem que logo seria identificado pelo público. Sennett pediu-lhe que se vestisse de maneira engraçada. “Pensei que poderia usar umas calças muito grandes e uns sapatos enormes, além de uma bengala e um chapéu coco. Queria que tudo fosse contraditório: as calças folgadas, o paletó apertado, o chapéu pequeno e os sapatos enormes. Não sabia se deveria parecer velho ou jovem, mas quando me lembrei que Sennett tinha pensado que eu era bem mais velho, coloquei um bigodinho que me daria alguns anos sem esconder a minha expressão”. Assim nasceu o famoso Carlitos.

 

 

Com o personagem Carlitos, Charles Chaplin criou um estilo único, caracterizado pelo despojamento e pelo predomínio da imagem, apoiada pela mímica e pela expressão corporal. Carlitos criticava a falsa dignidade burguesa, identifica-se com os humildes.

 

  

           Os primeiros clássicos

 

Carlitos no Armazém (1916), Rua da Paz (1917), O Balneário (1917) e O Emigrante (1917).   The Bond e Carlitos nas Trincheiras (1918) Vida de Cachorro (1918), Os Clássicos Vadios (1921), O Peregrino (1923) e O Garoto (1921).

 

 

  

               FINAL DOS TEMPOS DE PAZ

                          :

  A estréia do primeiro filme com som, O Cantor de Jazz trouxe um grande abalo. Chaplin já tinha começado as filmagens de Luzes da Cidade (1928) quando percebeu que o cinema mudo estava com os dias contados. Mesmo assim, não admitia que Carlitos falasse.

 

 

     Depois da crise da bolsa de Nova York, do New Deal e com a efervescência dos movimentos fascistas europeus, Chaplin, que não escondia de ninguém sua simpatia pelo socialismo, transferiu suas inquietações para seus dois únicos filmes dos anos 30.

 

 

    .Em Tempos Modernos (1936), Chaplin promove uma sátira sobre a alienação dos operários no processo de produção em série. O protagonista continua sendo Carlitos, que não diz nenhuma palavra durante todo o filme.

 

 

No filme o Grande Ditador ( 1940) o grande cineasta inglês exibiu uma caricatura Adolf Hitler sob a forma de seu personagem Carlitos que falou pela primeira vez, e fez sua estréia com  um inflamado discurso sobre a guerras. A Alemanha e os países ocupados ou aliados, os países neutros tiveram que esperar um outro momento político para exibirem o filme. Nem todos os americanos se identificaram com o discurso pacifista que o protagonista divulga no final. Franklin D. Roosevelt recebeu Chaplin, pessoalmente, na Casa Branca, depois de ter solicitado uma projeção privada de O Grande Ditador, sendo seu único comentário bastante lacônico: “Sente-se Charlie, o seu filme nos está dando muitas dores de cabeça”.

   

  Pelo simples fato de ter sido o diretor e intérprete do filme, Chaplin foi rotulado pelos movimentos anticomunistas que surgiram depois da Segunda Guerra Mundial. Rodar um filme antinazista e expressar argumentos humanitários em favor de uma nação aliada eram motivos suficientes para ser mal visto nos Estados Unidos, que, paradoxalmente, estavam em guerra contra a Alemanha e ao lado da União Soviética.

 

Nessa época, Chaplin já tinha conhecido a sua quarta esposa. Era Oona O’Neil, filha do famoso dramaturgo Eugene O’Neil. Os dois se casaram em 1943, em uma pequena cidade na costa da Califórnia.

 

Monsieur Verdoux (1947) é baseado em uma biografia de Landru, um sádico assassino que matava mulheres depois de seduzi-las.

 

Esse foi o filme em que Carlitos foi excluído definitivamente. Monsieur Verdoux não apenas foi censurado pela Motion Picture Association, mas também por um amplo setor da imprensa e por algumas organizações de direita. O filme acabou sendo um verdadeiro fracasso. O Comitê de Atividades Antiamericanas incluiu Chaplin numa primeira lista de “testemunhas hostis”, tornando-se conhecidos como “os dez de Hollywood”. Como Chaplin demorou a ser citado, decidiu antecipar-se e declarar por escrito: “Para a sua conveniência, direi o que eu acho que desejam saber. Não sou comunista e nunca fiz parte de nenhum partido ou organização política na minha vida. Sou o que vocês chamam de traficante da paz. Espero que não se sintam ofendidos por isso”.

 

   

Apesar desse ambiente totalmente hostil, Chaplin ainda rodou outro filme nos Estados Unidos, Luzes da Ribalta (1952), um melodrama sobre um artista do music-hall que dedica seus últimos anos de vida a incentivar a carreira de uma jovem bailarina. Nesse filme, Chaplin trabalhou com Buster Keaton, outro grande ator cômico da época.

           

Em setembro de 1952, Chaplin recebeu a visita de funcionários do Departamento de Imigração por causa da suspeita de ser comunista, da falta de patriotismo que tinha impedido a sua nacionalização e da suspeita de adultério. Eram os últimos dias de Chaplin nos Estados Unidos. Com a desculpa de tirar umas férias, foi para Nova Iorque apresentar o filme Luzes da Ribalta à imprensa e, junto com sua mulher e os quatro filhos do casal, embarcou para Londres, no Queen Elizabeth. Depois de dois dias de viagem, Chaplin recebeu um telegrama comunicando a abertura de uma nova investigação, solicitada pelo Fiscal Geral do Estado, na qual voltavam a aparecer as antigas acusações sobre suas atividades políticas e sua vida particular, o que significou a ruptura definitiva com o país onde tinha vivido durante quarenta anos.

 

          A estréia de Luzes da Ribalta (1952) em Londres, Paris e Roma fizeram com que Chaplin viajasse bastante pela Europa, instalando-se em uma mansão perto da cidade suíça de Vevey. Oona voltou aos Estados Unidos para resolver questões bancárias, pegar os negativos dos filmes de Chaplin e, de volta à Europa, no consulado americano de Lausanne, renunciou à sua cidadania. Ele também devolveu o seu visto de regresso, alegando que “já estava velho demais para agüentar tantas bobagens”.

 

 Um Rei em Nova Iorque (1956). O filme, rodado em Londres, foi sua vingança definitiva por todas as humilhações passadas nos Estados Unidos.

           

  APAGAM-SE AS LUZES....

 

 

 

Em 1965, no aniversário de Chaplin, morre Sydney que sempre ajudou o comediante, trabalhando como ator, como empresário e, principalmente, como grande irmão.

 

Em 1971, a Academia de Hollywood quis restaurar a sua reputação nos Estados Unidos com um Oscar especial “pela incalculável contribuição à arte do século: o cinema”. Um ano mais tarde, recebeu outro Oscar com um sabor especial, o de melhor trilha sonora pelo filme Luzes da Ribalta, que por não ter estreado em Los Angeles, pôde ser candidato ao Oscar vinte anos depois. Nessa ocasião, Chaplin decidiu voltar aos Estados Unidos e pisou um palco pela última vez, sendo aplaudido durante bastante tempo.

      Três anos mais tarde, a rainha da Inglaterra o nomeou cavaleiro do Império Britânico. Em 1977, na madrugada do dia 25 de dezembro, aos oitenta e oito anos de idade, apagavam-se definitivamente as luzes para aqueles olhos envelhecidos.

 

 Morria o gênio, mas não se apagaram as alegrias, as grandes emoções dos seus filmes que iluminam, até os dias de hoje, os rostos de milhares de fãs, gerações de todos os tempos.

 

 

 

 

 

 

 

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